BA: Rodovias estaduais precisam de manutenção

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Na BA-522, condutores têm que enfrentar as crateras na pista. Luciano da Matta | Ag. A Tarde
Na BA-522, condutores têm que enfrentar as crateras na pista. Luciano da Matta | Ag. A Tarde

“Parece que a gente está dirigindo na lua”. Foi desta forma que o médico Leonardo  Baltazar, 38 anos, reagiu ao passar pela rodovia BA-522, no perímetro urbano de Candeias (na Grande Salvador), que  está com crateras em diversos trechos, colocando em risco a vida dos condutores que por  lá trafegam diariamente.

Assim como esta, outras rodovias estaduais que ligam cidades da Grande Salvador têm pontos com problemas. A TARDE passou, na última semana, pelas BAs 522, 523 e 512 e encontrou situações que vão desde a má conservação do asfalto até a falta de  sinalização horizontal e vertical e ausência de acostamento.

A situação prejudica não apenas os condutores de veículos de passeio, mas também caminhoneiros e empresas, que têm presença maciça na região e fazem o escoamento da produção pelas rodovias.

As BAs 522 e 523, que cortam a cidade de Candeias, por exemplo, são os principais acessos à Refinaria Landulpho Alves e às cidades de São Francisco do Conde e Madre de Deus.

A Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), por meio da Superintendência de Infraestrutura de Transportes da Bahia (SIT), informou que está elaborando estudos – que devem ser concluídos até o final deste mês – para restauração emergencial das rodovias (leia mais ao lado).

Problemas

Por conta dos buracos na estrada de Lamarão (BA-512), um caminhão da empresa  Guindaste Brasil (que presta serviço para a Petrobras) teve o pneu furado na última  quarta-feira, enquanto a equipe de reportagem passava pela rodovia.

“Isso acontece sempre. Essa buraqueira prejudica o trabalho e coloca em risco nossa vida”, reclamou o motorista do veículo, Paulo Sérgio Veiga, 43. Nesta via, há uma ponte sem proteção nas laterais e grande concentração de terra e areia na pista em alguns trechos.

Na BA-522, no trecho entre Candeias e Simões Filho, uma parte da pista não tem acostamento em ambos os sentidos. A situação se agrava no perímetro urbano de Candeias, onde, além dos buracos, não há sinalização horizontal.

“Isso tem gerado congestionamentos constantes. Nos horários de pico, fica parado”, conta Leonardo Baltazar. Em outro ponto, já em São Francisco do Conde, uma cratera no acostamento provocou um afundamento na pista.

Por isso, os condutores têm que desviar para a contramão. Neste trecho, os condutores têm que redobrar a atenção, pois fica próximo a uma curva.

Trecho de base da Petrobras está com asfalto comprometido (Foto: Luciano da Matta | Ag. A TARDE)

Já na BA-523, os principais problemas são os buracos. O asfalto aparenta ser antigo e há trechos em que a pista é irregular, como em Madre de Deus. No trecho da base de distribuição de combustíveis da Petrobras, a quantidade de buracos é maior.

Há pontos em que a vegetação encobre a sinalização vertical. Na BA-522, no trecho de Candeias, por exemplo, placas que informam “pista irregular a 300 m” e “estreitamento da pista a 300 m” estão ocultas pelo mato.

Condutores ouvidos por A TARDE contaram que acidentes e assaltos nas rodovias são frequentes, pois os buracos obrigam-nos a reduzir a velocidade. “Minha família foi assaltada na BA-522. Roubaram celulares e tablets”, contou o comerciante Jonair Barbosa, 56.

Entre as três rodovias, a BA-523 é a que apresenta melhores condições do asfalto e também de sinalização.

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