Centro de Convenções desabou por falta de manutenção, aponta laudo do DPT

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O desabamento do Centro de Convenções de Salvador foi causado pela falta de manutenção adequada da estrutura. A avaliação consta no laudo assinado pelos engenheiros Roberto Muiños Ventin, Cláudio Fernando Silva Macedo e Paulo Geraldo Mendes Botelho, a pedido do delegado Israel Aristides de Carvalho, da 9ª Delegacia Territorial (DT/Boca do Rio). Um dos indícios encontrados pelos peritos foi o avançado estágio de oxidação das peças estruturais que davam estabilidade ao equipamento. Os dois tirantes que estavam fixados na viga de número 12 do pavimento 42, e sustentavam a viga de mesmo número do pavimento 33, romperam devido ao adiantado processo de oxidação. Também foram encontradas dimensões inferiores a 2 mm para a parte superior do tirante esquerdo (mais próximo do piso 42), um dos considerados iniciantes do desabamento, e menos de 3 mm para porção inferior do tirante direito (mais próximo do piso 33, origem de todo o processo). A espessura ideal dos tirantes é 9,5 mm, ou pelo menos 3,18 mm. “Foi constatado que as estruturas de aço com severos desgastes por oxidação causaram a redução das suas seções a menos de 1/3 do recomendado em projeto, o que causou uma deficiência na resistência aos esforços de tração, aos quais os tirantes estavam submetidos. Os peritos verificaram que, no local do desmoronamento e regiões contíguas, havia evidências de falta de manutenção da estrutura, levando à corrosão generalizada dos elementos de aço e consequentes reduções de seção das peças”, diz o documento obtido pelo jornal Correio. Segundo os peritos, o processo de deteriorização do Centro de Convenções de Salvador começou quando uma bomba d’água que abastecia os banheiros deu defeito. Isso resultou na interdição do espaço em 2015, porque, segundo a Secretaria de Urbanismo de Salvador (Sucom), havia insegurança quanto a incêndio, pânico e manutenção predial. “As evidências encontradas no local denotam a fragilidade da estrutura deivdo à falta de conservação dos seus elementos”, continua o documento. A estrutura do Centro de Convenções desabou em setembro de 2016 (lembre aqui). No mesmo mês houve a primeira visita dos peritos ao local, mas foi apenas em fevereiro deste ano que as estruturas puderam ser avaliadas. 

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