sexta-feira , 28 abril 2017
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Dez macacos são encontrados mortos em povoado no interior da Bahia

Caso ocorreu em Genipapo, no município de Saúde, no norte do estado. Exame confirmou febre amarela em um dos animais. Foto: Reprodução Internet

Dez micos foram encontrados mortos no povoado de Genipapo, no município de Saúde, no norte da Bahia, com suspeita de febre amarela. A informação foi confirmada ao G1 nesta sexta-feira (14), pela Diretoria Regional de Saúde (Dires) de Jacobina, também responsável pela cidade de Saúde.

Conforme a Kátia Cristina Alves, diretora da Dires, os macacos foram encontrados mortos no dia 14 de março em uma área do povoado. Eles não tinham sinais de violência. Material colhido dos animais foi enviado ao Laboratório Central de Salvador (Lacen), e, por enquanto, há a confirmação da morte de um deles por febre amarela.

Ainda segundo Kátia Cristina, os micos não tinham sinais de violência. Não casos suspeitos e nem confirmados de febre amarela em humanos no município de Saúde. A diretora de saúde da região afirmou que, após os casos em macacos, toda a poulação foi vacinada e foi feito o bloqueio a mosquitos Aedes Aegypti, por meio de inceticida.

Casos suspeitos em humanos

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a Bahia não tem nenhum caso confirmado de febre amarela em humanos, com infecção dentro do território do estado. Conforme boletim divulgado pela secretaria, na quinta-feira (13), foram notificados, até a mesma data, 15 casos suspeitos de febre amarela em humanos, em oito municípios (Itiúba– 1; Coribe – 4; Itamaraju– 1; Mucuri-1; Nova Viçosa-1; Teixeira de Freitas- 3; Ilhéus- 1; Feira de Santana – 1; casos com pessoas residentes no estado de Alagoas que passaram por vários locais na Bahia – 2).

No último boletim, divulgado no dia 30 de março, o número de casos suspeitos em humanos era 16. Segundo a Sesab, a redução de um caso no comparativo é referente a reanálise de um caso de Itamaraju, cuja paciente foi infectada no Espírito Santo, no município de São Mateus. Sete casos foram descartados para febre amarela nos seguintes municípios: Coribe (4); Mucuri (1); Teixeira de Freitas (2) e oito permanecem em investigação, dependendo de resultados laboratoriais.

Mortes em macacos

Em toda a Bahia, segundo boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), na quinta-feira (13), foram registrados 209 mortes de macacos com suspeita de febre amarela, em 67 municípios. Houve a confirmação em 32 animais. Sete a mais do registrado até o dia 3 de abil.

Macaco não transmite doença

O macaco não é transmissor da febre amarela. A morte do animal, segundo especialistas, deixa o alerta sobre a incidência da doença na região e possibilita ações dos governos para evitar epidemias.

A febre amarela tem duas formas de transmissão: a silvestre e a urbana. Os casos que estão sendo registrados no país estão relacionados à forma silvestre. O nome tem a ver com o fato de que as situações ocorrem em regiões rurais ou de mata. Neste contexto, os transmissores são os mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Quando os mosquitos picam um macaco doente, eles [mosquitos] se tornam capazes de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem.

Na forma urbana da febre amarela, que está erradicada no Brasil desde 1942, a doença é transmitida pelo Aedes Aegypti, que hospeda o vírus ao picar um animal infectado e pode contaminar humanos. A boa notícia é que isso não aconteceu ainda, de acordo com o Ministério da Saúde e os médicos entrevistados.

Apesar da diferença entre as formas silvestre e urbana, o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença resultante da infecção.

G1

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